UNIVERSIDADE REGIONAL DE BLUMENAU - FURB

CENTRO DE CIENCIAS EXATAS E NATURAIS

DEPARTAMENTO DE SISTEMAS E COMPUTAÇÃO

PLANO DE ENSINO

IDENTIFICAÇÃO
 
Disciplina: TÓPICOS ESPECIAIS IV - EMPREENDEDOR EM INFORMÁTICA
 

CURSO(S)
 
CIÊNCIAS DA COMPUTAÇÃO

 

CARGA HORÁRIA
 
Total de Créditos: 04

Horas/aula semanais: 04 

Horas/aula semestrais: 60

PROFESSOR
 
OSCAR DALFOVO

EMENTA
 
Conceitos básicos e terminologia. desenvolvimento da capacidade e empreendedora na área de informática, com ênfase no estudo do perfil do empreendedor, nas técnicas de identificação e aproveitamento de oportunidades, na aquisição e gerenciamento dos recursos necessários ao negócio, fazendo uso de metodologias que priorizam técnicas de criatividade e da aprendizagem pró-ativa.

 

OBJETIVO(S)
 
- A presente disciplina, visa desenvolver a capacidade empreendedora dos acadêmicos do cursos de computação. 

- Estimular e fornecer ferramentas àqueles cuja vocação e/ou vontade profissional estiver direcionada à criação de uma empresa na área.

- Proporcionar aos participantes a oportunidade de se colocarem diante do mercado de trabalho com a preparação requerida pelo mundo moderno, em que a força maior do desenvolvimento econômico encontra-se fundamentalmente na pequena empresa.

 


 

CONTEÚDO(S)
 
Formação de empreendedores é um processo de prover profissionais de áreas técnicas ou administrativas com conceitos e habilidades para reconhecer e aproveitar oportunidades de negócios, criando e gerenciando empreendimentos de sucesso, seja através do estabelecimento de uma empresa ou da atuação empreendedora em departamentos ou centros de custo/receita. Esse processo inclui treinamento em reconhecimento de oportunidades, gerenciamento de recursos, análise e gerenciamento de risco, abertura e administração do negócio, planejamento de negócio, alavancagem de capital, marketing, técnicas de fluxo de caixa e conhecimento sobre normas e legislação para o estabelecimento de um empreendimento. Também serão desenvolvidas habilidades como: criatividade, liderança, trabalho em equipe, facilidade de comunicação, entre outros.

O Empreendedorismo é uma nova forma de tornar o setor produtivo mais agressivo, competitivo e criativo. Sua prática pode ser interpretada como uma nova estratégia de política industrial com vistas ao desenvolvimento do País, diferente, por exemplo, da reserva de mercado para a informática 
 
 

I - Plano de Negócios

O que é o PN?

O "Plano de Negócios" (PN) é o trabalho da disciplina. É um exercício de planejamento da criação de um empreendimento. Para ter validade, deve ser desenvolvido em bases realísticas: um PN bem feito deverá estar em condições de ser implantado, de se transformar em uma "empresa incubada", de sensibilizar parceiros e investidores. No final deste manual serão encontrados exemplos de Planos de Negócios, concebidos para orientar o novo empreendedor na confecção do PN da sua empresa. 

Na elaboração do seu Plano, o empreendedor poderá descobrir que o empreendimento é irreal, que existem obstáculos jurídicos ou legais

intransponíveis, que os riscos são incontroláveis ou que a rentabilidade é aleatória ou insuficiente para garantir a sobrevivência da empresa ou do novo negócio. 

Existe mais de um caminho para se chegar ao mesmo objetivo e mais de uma solução para os diferentes problemas. É melhor fazer uma escolha que garanta sucesso a longo prazo que escolher a solução mais imediatista de sucesso aparente. O Plano de Negócios pode também conduzir à conclusão que o empreendimento deva ser adiado ou suspenso por apresentar alta probabilidade de fracasso. 

O Plano de Negócios contém os principais pontos de cunho gerencial a serem considerados na criação de um empreendimento. 

Uma das expectativas da coordenação desta disciplina é que projetos aqui desenvolvidos possam ser apresentados a sócios em potencial,

financiadores e investidores. Além das formas tradicionais de apoio a novos empreendimentos, novos canais institucionais, fruto da parceria

com órgãos governamentais e iniciativa privada, estão sendo abertos para esta finalidade.

II - Depoimentos de Empreendedores

Empreendedores serão chamados a comparecer à sala de aula para falarem sobre sua experiência na área de negócios, abordando,

principalmente, os aspectos pessoais do seu envolvimento. 

Grande importância é dada ao depoimentto empreendedores. A experiência dos empresários vai fornecer a essência do disciplina. É indispensável ao empreendedor que se inicia conhecer os caminhos percorridos por aqueles que alcançaram sucessos e também por aqueles que amargaram fracassos. O depoimento é imprescindível à formação e/ou enriquecimento da visão do aluno no que diz respeito ao perfil do empreendedor e àquilo que se entende como empreendimento. 

Deve-se escolher um empreendedor que tenha criado o próprio negócio, uma vez que a essência a ser transmitida é justamente a formação da visão, a idéia da empresa, do primeiro produto, do primeiro cliente, da abordagem do mercado, da passagem de um estado de não empreendimento para a criação do próprio negócio. É muito importante o relato da transformação na vida pessoal: as novas relações pessoais, a reação do núcleo familiar, os rendimentos incertos. Devem ser destacadas as relações de interdependência com o ambiente interno e externo: colaboradores, empregados, clientes, fornecedores, concorrência, sócios. 

Para possibilitar que os depoimentos sejam capturados e percebidos de forma estruturada, no sentido de que uma estrutura comum permite a análise e comparação, criou-se uma metodologia específica para esta disciplina. 

Tal metodologia utiliza duas ferramentas: 

a) Um ROTEIRO para o depoente, que sugere um curso de informações voltadas para o conteúdo do disciplina. São privilegiados os dados sobre a pessoa e o que ela faz, em contraposição à abordagem tradicional do ensino da administração, que visa o que é feito e como é feito. 

b) Guia para modelagem para o aluno extrair estruturalmente dos documentos dos empresários aquilo que for essencial. Ele coloca-se na posição de empreendedor e tenta obter, tanto quanto possível, dentro da ética e da abertura oferecidas pelo depoente, informações vitais para o seu negócio. 

Tanto o Roteiro como o Guia não podem limitar, engessar ou tirar a liberdade dos envolvidos, sob pena de empobrecimento do processo de comunicação e conseqüente prejuízo nos resultados esperados. Não se pode perder de vista o fato de que o empresário depoente vem prestar a sua colaboração: ao expor o seu perfil e o de seu empreendimento, elementos vitais podem estar em jogo. Todo este processo deve proteger o que for confidencial e jamais desviar-se de princípios éticos. 

Sempre que possível, será utilizada a técnica de entrevistas ao vivo, corri a participação dos alunos, para a obtenção dos depoimentos dos

empresários.

III - Julgamento dos "Planos de Negócios": O Júri.

Ao final da disciplina será criado um júri, integrado por pessoas representativas da área empresarial, para avaliar as melhores "empresas". A criação de um Júri para apreciação do Plano de Negócios é um fator de estímulo e integração do aluno-pré-empreendedor com a comunidade de negócios. O julgamento deverá, de preferência, priorizar os projetos que apresentam maiores condições de viabilização imediata. Outras categorias de avaliação poderão ser criadas.
 
 

 


 

METODOLOGIA
 
FILION, L.J., VISÃO E RELAÇÕES: ELEMENTOS PARA UM METAMODELO DA ATIVIDADE EMPREENDEDORA - International Small Business Journal, 1991- Tradução de Costa, S.R.

FILION, L.J., O PLANEJAMENTO DO SEU SISTEMA DE APRENDIZAGEM EMPRESARIAL: IDENTIFIQUE UMA VISÃO E AVALIE O SEU SISTEMA DE RELAÇÕES - Revista de Administração de Empresas, FGV, São Paulo, jul/set.1991, pag.31(3): 63-71.
 
 


 

AVALIAÇÃO
 
Instrumentos e/ou Procedimentos

a) Provas escritas

b) Provas orais

c) Trabalho individual

d) Trabalho em grupo (2 ou 3 alunos)

e) Pesquisa individual

Época:

- na parte teórica em todas as aulas são feitas de duas a três perguntas referente a aula anterior.

- na parte prática são cobrado trabalhos escritos, lista de exercícios.

 


 

BIBLIOGRAFIA BÁSICA DE REFERÊNCIA*
 
DALFOVO, OSCAR. AMORIM, SAMMY NEWTON. QUEM TEM INFORMAÇÃO É MAIS COMPE-TITIVO.  BLUMENAU : ACADÊMICA, 2000. 
DOLABELA, FERNANDO. OFICINA DO EMPREENDEDOR : A METODOLOGIA DE ENSINO QUE AJUDA A TRANSFORMAR CONHECIMENTO EM RIQUEZA. BELO HORIZONTE : CULTURA ED. ASSOCIADOS, 1999. 

FILION, L.J., VISÃO E RELAÇÕES: ELEMENTOS PARA UM METAMODELO DA ATIVIDADE EMPREENDEDORA - International Small Business Journal, 1991- Tradução de Costa, S.R.

FILION, L.J., O PLANEJAMENTO DO SEU SISTEMA DE APRENDIZAGEM EMPRESARIAL: IDENTIFIQUE UMA VISÃO E AVALIE O SEU SISTEMA DE RELAÇÕES - Revista de Administração de Empresas, FGV, São Paulo, jul/set.1991, pag.31(3): 63-71.

FILION, L.J., VISiON et RELATIONS: Clefs du succès de l'entrepreneur - Les Éditions de l'Entrepreneur, Montreal, Canada, 1991.
 
 

* principais livros textos utilizados na disciplina.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
 
FILION, L.J., VISÃO E RELAÇÕES: ELEMENTOS PARA UM METAMODELO DA ATIVIDADE EMPREENDEDORA - International Small Business Journal, 1991- Tradução de Costa, S.R.

FILION, L.J., O PLANEJAMENTO DO SEU SISTEMA DE APRENDIZAGEM EMPRESARIAL: IDENTIFIQUE UMA VISÃO E AVALIE O SEU SISTEMA DE RELAÇÕES - Revista de Administração de Empresas, FGV, São Paulo, jul/set.1991, pag.31(3): 63-71.

FILION, L.J., VISiON et RELATIONS: Clefs du succès de l'entrepreneur - Les Éditions de l'Entrepreneur, Montreal, Canada, 1991.

FROMM, BILL, OS DEZ MANDAMENTOS DA EMPRESA - E COMO DESOBEDECÊ-LOS, Editora Best Seller : São Paulo, 1991

HARVARD BUSINESS REVIEW, TRIALS AND REWARDS OF THE ENTREPRENEUR (a.k.a.) "TRE".

HARVARD BUSINESS REVIEW, SMALL VENTURES: TACTICS AND STRATEGICS - "SVTS"

RICH and GUMPERT, BUSINESS PLAN THAT WIN $$$, Harper dan Row, 1985.

TIMMONS, J.A., NEW VENTURE CREATION, Homewood IL:IRWIN

BIBLIOGRAFIA GERAL

CARLZON, J., A HORA DA VERDADE, COP Editora, 6a. edição, Rio de Janeiro, 1992.

DEGEN, R., O EMPREENDEDOR - FUNDAMENTOS DA INICIATIVA EMPRESARIAL, McGraw-Hill, São Paulo, 1989.

DELANEY, W. A., WHY SMALL BUSINESS FAIL, Prentice-Hall, Englewood, Cliffs, 1984.

DRUKER, P. F., ADMINISTRANDO PARA O FUTURO: OS ANOS 90 E A VIRADA DO SÉCULO, Livraria Pioneira, 2a. Edição, São Paulo, 1992.

DRUKER, P. F., INOVAÇÃO E ESPÍRITO EMPREENDEDOR, Editora Pioneira, 2a. Edição, São Paulo, 1987.

FERGUSON, M., CONSPIRAÇÃO AQUARIANA, Editora Record, 6a. Edição, Rio de Janeiro, 1980.

GERBER, M. E., O MITO DO EMPREENDEDOR, Editora Saraiva, 3a. Edição, São Paulo, 1992.

GUSTAV, B., O EMPREENDEDOR DO VERDE, Makron, McGraw-Hill, São Paulo, 1992.

NAISBITT, J., MEGATRENDS 2000, Amana-Key Editora, 5a. Edição, São Paulo, 1990.

OECH, R., UM "TOC" NA CUCA, Livraria Cultura Editora, Rio de Janeiro, 1988

OSBORN, A. F., O PODER CRIADOR DA MENTE, I Brasa, São Paulo, 1988.

PINCHOT, G., INTRAPRENEURING, Editora Harba, São Paulo, 1989.

PORTER, M. E., VANTAGEM COMPETITIVA, Editora Campus, Rio de Janeiro, 1989.

RESNIK, P., A BÍBLIA DA PEQUENA EMPRESA, Makron Books, São Paulo, 1990.

SALOMAR, S., A GRANDE IMPORTÂNCIA DA PEQUENA EMPRESA, Editora Nórdica, Rio de Janeiro, 1989.

SENGE, P. M., A QUINTA DISCIPLINA, Editora Best Seller, São Paulo, 1990.

SCHUMACHER, E. F., O NEGÓCIO É SER PEQUENO, Zahar Editora, 4a. Edição, Rio de Janeiro, 1983.

WOMACK, J.P., JONES, D.T., ROOS, D., A MÁQUINA QUE MUDOU O MUNDO, Rio de Janeiro, Campus,1992.

Revista Exame

Revista Pequenas Empresas, Grandes Negócios

Gazeta Mercantil

Seções de informática, negócios e economia de jornais de grande circulação

Boletins do SEBRAE

Publicações de órgãos inseridos do "sistema de suporte", como sistema Federação das Indústrias, Associação Comercial, Softex2000, Sofstart.
 
 


 

OBSERVAÇÕES
 
  • As aulas práticas serão no laboratório de Informática / Protem.
  • Algumas aulas serão ministradas por retroprojetor.
  • Algumas aulas serão ministradas por vídeo cassete.
  • Algumas aulas serão ministradas por datashow.
  • Algumas aulas serão ministradas por microcomputador.
  • Algumas aulas serão ministradas por Home Page.
 

 
 
 

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Assinatura do Professor